Moda infantil é coisa de criança

27 set

Por Dora Estevam

Criança tem que ser como criança. Tem que se vestir e se comportar como tal.

Quantas marcas no mercado infantil já lançaram roupas imitando as dos adultos. Sim, marcas que fazem roupas para adultos e jogam no mercado o mesmo modelo, só que para homens pequenos.

É evidente que todas as mães, na maioria das vezes responsáveis pelas compras, querem ver os seus filhos vestidos magnificamente bem. E nestas horas elas acabam optando por comprar roupas parecidas com o estilo que elas usam; ou o pai usa, no caso dos meninos. A criança pode até ficar engraçadinha, mas, sem dúvida, a mãe estará empurrando este filho para uma idade mais avançada do que ele realmente tem.

A idade da criança compreende até os 11 anos de vida. É uma fase em que ela se espelha muito nos pais para se desenvolver, imita o comportamento deles. É comum encontrarmos garotinhas com a mãe nos salões de beleza fazendo as unhas ou vestidas com tamancos enormes e até maquiadinhas. No caso dos meninos, eles acabam optando mais por esporte e seguem o pai nesta área.Também querem usar uma cueca, um pijama ou um par de tênis parecidos com o do pai.

Assim como nos adultos, é preciso ver o que cai bem e o que fica ridículo. Às vezes uma camiseta da marca tal que todos estão usando pode não ficar bem no seu filho e arrasar no filho da amiga. É uma questão de tipo físico.

Não posso deixar de falar das mães que não conseguem ver que o filho cresceu e continua vestindo o garoto com roupas infantis.

Ou seja, nem pra cima nem pra baixo. Roupa tem de ser na medida certa.

Particularmente é uma graça quando uma criança está bem vestida. Garotinhas com vestidos florais, tiaras, sapatilhas e bolsinhas estampadas; meninos com camisetas pólos ou listradas, jeans e tênis, bermudas. Super fofos. Mas isso hoje em dia é quase um sonho.

O fato é que os pequenos também gostam de moda, eles sabem o que querem. Nos shoppings é visível a presença deles e de lojas especializadas. Outro dia li uma entrevista de uma garotinha que queria ter uma ponte que desse direto do prédio dela para o shopping. A criança já sabe o que quer e o que usar em determinados ambientes.

E as escolhas não param por ai, são filmes, lanchonetes, passeios programados: alto-mar, fazenda, casa de campo. A publicidade é muito grande, tudo que eles assistem na televisão, eles querem. O consumo é tal que certos cantores, brinquedos e acessórios viram febre difícil de ser curada.

Há uma dicotomia entre o consumo necessário e a necessidade pela moda.

Com isso, um simples passeio ao zôo ou no aquário da cidade se torna ingênuo diante desse universo espetacular de novidades. Mas o importante de tudo isso é não desistir e cultivar os valores familiares, não se distanciar daquilo que você acredita ser melhor para seu filho.

Em lugar de influenciar no jeito dele se vestir, quem sabe se preocupar com o que ele vai ler.

Aproveito para deixar aqui uma dica de leitura: “Mil-Folhas”, livro infanto-juvenil escrito pela jornalista Lucrecia Zappi e editado pela Ed Cosac Naify. É uma obra que conta a história do doce desde as navegações motivadas pela busca do açúcar até as origens de produtos como o alfajor e o chiclete.

É para as crianças, lógico, mas você pode dividir com ele o prazer da leitura. E depois, não deixe de escrever aqui no blog e me contar o que você acha que seu filho deve vestir ?

Dora Estevam é jornalista e escreve  sobre moda e estilo de vida.

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